2012
O Natal já está batendo em nossas portas, e o Ano Novo está tentando pular a janela de nossas casas. Mais um ano se passou… O que para muitos é um alívio, para outros é um aviso luminoso que diz “missão não cumprida”.
A rotina dos anos anteriores continuou este ano.
“Mas em 2012 tudo será diferente!”, você pensa. Sendo que você também pensou a mesma coisa sobre 2011 e… Bem, não foi.
Muitos, inclusive eu, criamos infinitos planos para o novo ano que se aproxima.
Uns dizem que vão juntar a grana necessária para fazer a tal viagem dos sonhos.
Uns dizem que estudarão mais.
Uns dizem que irão a todos os shows que acontecerem em sua cidade.
Uns dizem que querem ter filhos.
Uns dizem que começarão a malhar e a parar de comer besteira.
Uns dizem que mudarão de emprego, ou arrumarão um.
Uns dizem que irão se apaixonar seja por um lugar, por um animal, por um objeto, ou por uma pessoa.
Uns dizem que vão deixar os vícios da Internet de lado.
Uns dizem que visitarão mais os familiares.
Uns dizem que irão parar de fumar e beber.
Uns dizem que irão ao médico regularmente.
Uns dizem que irão se casar, ou morar junto.
Uns dizem que vão comprar o vídeo game dos sonhos.
Uns dizem que vão se inscrever em uma atividade que ame.
Uns dizem que tentarão se aproximar de amigos afastados.
Uns dizem que vão fazer de tudo para passar em Filosofia.
Uns dizem que mudarão o estilo de se vestir.
Uns dizem que comprarão um carro.
Uns dizem que irão ajudar alguma instituição carente.
Uns dizem que se dedicarão mais a sua religião.
Uns dizem que comprarão um animal de estimação.
Pois bem. Este ano, farei diferente!
Não irei prometer nada.
Que 2012 venha, cheio de surpresas, decepções, sustos, alegrias, choros, abraços e cores.
Não direi a mim mesma o que fazer, como me vestir ou o que fazer de novo.
Imagine viver um dia de cada vez. Imagine ter uma semana diferente da outra. Imagine meses cheios de novidades.
Irracional? Sonhadora? Precipitada? Sim… Não… Talvez…
Mas se todo ano eu quero algo diferente, para o próximo ano só quero uma coisa: não querer nada.
A.